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Duelo na Fronteira

O Festival Folclórico de Guajará-Mirim: Duelo na Fronteira é uma das mais importantes manifestações culturais populares da Amazônia e o maior espetáculo folclórico da região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Realizado em Guajará-Mirim, Rondônia, o festival reúne tradição, identidade amazônica, arte popular e pertencimento comunitário em um grande encontro cultural marcado pela disputa entre as agremiações folclóricas Boi Malhadinho e Boi Flor do Campo.

Mais do que um festival, o Duelo na Fronteira representa um patrimônio vivo construído coletivamente por brincantes, mestres da cultura, artesãos, músicos, coreógrafos, produtores culturais e pela própria comunidade fronteiriça. O evento mobiliza centenas de trabalhadores da cultura e milhares de espectadores, fortalecendo a economia criativa, o turismo cultural e a valorização das tradições amazônicas.

Reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Guajará-Mirim e do Estado de Rondônia, o Duelo na Fronteira consolidou-se como símbolo da resistência cultural amazônica e da potência artística da região de fronteira.

Após mais de uma década sem realização, em decorrência de problemas relacionados à prestação de contas e descontinuidade administrativa, o festival foi retomado em 2023 pela Associação Cultural Waraji (ACW), em articulação com as agremiações, artistas, poder público e comunidade. A retomada representou não apenas o retorno do espetáculo, mas a reativação de toda uma cadeia produtiva ligada ao patrimônio cultural do boi-bumbá amazônico.

Cada edição movimenta centenas de brincantes, artesãos, músicos, técnicos e equipes operacionais, além de gerar impactos diretos nos setores de comércio, alimentação, hospedagem, transporte e serviços. O festival também atua como espaço de formação e transmissão de saberes, promovendo oficinas, vivências culturais e processos de educação patrimonial voltados às novas gerações.

O Duelo na Fronteira possui ainda um caráter singular por integrar culturalmente Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerín, na Bolívia, fortalecendo vínculos interculturais e reafirmando a fronteira amazônica como território de encontro, diversidade e criação artística.

Mais do que uma disputa folclórica, o Duelo na Fronteira é memória, pertencimento, resistência e futuro.

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